Wednesday, May 02, 2007
Carpegiani diz que timão vai lutar para não descer
Bastou uma partida para o técnico Paulo César Carpegiani conhecer a realidade corintiana. Trinta seguranças estavam espalhados nesta sexta-feira no Parque São Jorge para evitar a invasão de torcedores. E, depois da derrota por 2 a 0 diante do Náutico, em pleno Pacaembu, que custou a eliminação na Copa do Brasil, o técnico foi claro e direto.
“Eu tenho de pedir desculpas a nossa torcida. Frustramos muita gente que foi ao Pacaembu. Nós precisamos e vamos mudar muita coisa no Corinthians”, avisou. E não teve pudor em afirmar: “Nós vamos disputar o Brasileiro para não ser rebaixados. Esse será o nosso primeiro pensamento”, disse.
Diante da surpresa dos jornalistas, ele tentou consertar. “O São Paulo e o Santos também vão pensar primeiro em não cair no Brasileiro. Esse é o primeiro objetivo de todos os clubes.” Mas Carpegiani deixou claro o susto diante da fragilidade da equipe que herdou de Leão.
O técnico reuniu-se com o gerente de futebol Ilton José da Costa. E foi direto: os jogadores que tem para trabalhar são fracos demais e ele quer fazer uma profunda reformulação. Ouviu do dirigente que o Corinthians não tem dinheiro para grandes investimentos. Ele respondeu que vai procurar jogadores baratos, mas experientes. Cansou dessa história de “garotos do terrão” - atletas formados no Parque São Jorge.
A maior decepção de Carpegiani aconteceu com Lulinha. “Vou deixar bem claro para não falarem que estou queimando o menino. Eu queria colocá-lo como titular contra o Náutico, mas fui falar com ele em Atibaia e percebi que não estava seguro, preparado para jogar. Diante disso tive de deixá-lo na reserva", afirmou Carpegiani. "Ele tem de amadurecer. Não está pronto. Ficou claro para mim que preciso de um time mesclado de jovens com atletas experientes. Só jovens não dá.”
O treinador reconheceu que o time não teve estrutura psicológica para jogar diante da torcida. “A cobrança foi forte demais para a equipe. Eu não inventei nada taticamente. Os atletas não conseguiram repetir em campo o que havíamos treinado. Faltou consciência. Isso não vai se repetir.”
E ele não deixou por menos em sua primeira exigência na hora de contratar novos atletas. “É preciso ter colhões para jogar no Corinthians. A cobrança aqui é maior até que no Flamengo. Quem vier precisa ter personalidade para se impor. As dificuldades serão grandes.”
O treinador tentou ironizar o tempo que ficou trancado com os jogadores no Pacaembu, uma hora e quinze minutos, até que a PM garantisse a segurança para o time sair do estádio após a derrota para o Náutico. “Pelo menos não ficamos três horas. O recorde não é nosso”, disse, se referindo à eliminação da Libertadores em 2006, diante do River Plate, no mesmo Pacaembu.
“Eu tenho de pedir desculpas a nossa torcida. Frustramos muita gente que foi ao Pacaembu. Nós precisamos e vamos mudar muita coisa no Corinthians”, avisou. E não teve pudor em afirmar: “Nós vamos disputar o Brasileiro para não ser rebaixados. Esse será o nosso primeiro pensamento”, disse.
Diante da surpresa dos jornalistas, ele tentou consertar. “O São Paulo e o Santos também vão pensar primeiro em não cair no Brasileiro. Esse é o primeiro objetivo de todos os clubes.” Mas Carpegiani deixou claro o susto diante da fragilidade da equipe que herdou de Leão.
O técnico reuniu-se com o gerente de futebol Ilton José da Costa. E foi direto: os jogadores que tem para trabalhar são fracos demais e ele quer fazer uma profunda reformulação. Ouviu do dirigente que o Corinthians não tem dinheiro para grandes investimentos. Ele respondeu que vai procurar jogadores baratos, mas experientes. Cansou dessa história de “garotos do terrão” - atletas formados no Parque São Jorge.
A maior decepção de Carpegiani aconteceu com Lulinha. “Vou deixar bem claro para não falarem que estou queimando o menino. Eu queria colocá-lo como titular contra o Náutico, mas fui falar com ele em Atibaia e percebi que não estava seguro, preparado para jogar. Diante disso tive de deixá-lo na reserva", afirmou Carpegiani. "Ele tem de amadurecer. Não está pronto. Ficou claro para mim que preciso de um time mesclado de jovens com atletas experientes. Só jovens não dá.”
O treinador reconheceu que o time não teve estrutura psicológica para jogar diante da torcida. “A cobrança foi forte demais para a equipe. Eu não inventei nada taticamente. Os atletas não conseguiram repetir em campo o que havíamos treinado. Faltou consciência. Isso não vai se repetir.”
E ele não deixou por menos em sua primeira exigência na hora de contratar novos atletas. “É preciso ter colhões para jogar no Corinthians. A cobrança aqui é maior até que no Flamengo. Quem vier precisa ter personalidade para se impor. As dificuldades serão grandes.”
O treinador tentou ironizar o tempo que ficou trancado com os jogadores no Pacaembu, uma hora e quinze minutos, até que a PM garantisse a segurança para o time sair do estádio após a derrota para o Náutico. “Pelo menos não ficamos três horas. O recorde não é nosso”, disse, se referindo à eliminação da Libertadores em 2006, diante do River Plate, no mesmo Pacaembu.
Labels: Corinthians, Lulinha, Paulo César Carpegiani